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Devaneios de um sábado qualquer

1º ATO – CONTEXTO

Poderia ter sido apenas mais um pensamento aleatório entre tantos outros que compusera o final de tarde do meu sábado, dia três de março, mas resolvi externá-los de uma forma que eu ainda não sei se dará certo, mas preciso tentar.

Tema:

VAMOS FALAR SOBRE ROTINAS, CLUBE DA LUTA E DILEMA DE CARREIRA.

 2º ATO – TOMADA DE CONSCIÊNCIA

Odiamos rotinas, mas nos prendemos a ela pela segurança que nos traz. Ou você realmente arriscaria deixar o trabalho no meio do dia e ir ver um filme, sem se importar com o que os outros, ou principalmente seu chefe iria achar? Nos preenchemos com respostas do tipo, eu trabalho para poder ter dinheiro e ele é apenas um meio que eu posso fazer coisas que me deixam feliz, então por isso me encaixo entre mesas e janelas, numa visão quadrada e repetitiva. Mas, perceba a seguinte situação, mesmo que saíssemos do trabalho para ver um filme, isso não seria o suficiente, pois a insatisfação é uma característica da existência humana como já disseram Freud e Buda. Perceba como bate a tristeza ao acabar um final de semana, o pensamento de que a rotina está voltando e você precisa ser hábil para lidar com ela e ser “feliz” até que chegue novamente o final de semana e você possa ser livre. SET ME FREE!

 

3º ATO – O FILME CLUBE DA LUTA

O filme supervalorizado da cultura pop, no qual o personagem Tyler, interpretado pelo Brad Pitt, surge como um objeto extremista de crítica social, acaba sendo mal interpretado pela massa, no ponto que se torno um produto de consumo onde a proposta de “solução” acaba se tornando parte do problema. Então as pessoas assistem o filme, adoram, mas ficam na superfície e não mergulham no cerne do problema.

POR QUE SERÁ QUE VIVEMOS TRABALHANDO PARA PRODUZIR O QUE NÃO CONSUMIMOS E, EM TROCA DISSO, CONSUMIMOS O QUE NÃO NOS É ÚTIL E TEMOS O QUE NÃO UTILIZAMOS, E, POR FIM, NUNCA ESTAMOS SATISFEITOS? (Clube da Luta)

 

 

4º ATO – A BUSCA PELA SATISFAÇÃO

Voltemos agora lá em cima, quando citei a resposta que damos para não “quebrar o pescoço” da rotina com um exemplo básico: Eu tenho um par de tênis branco que vive sujo, mas, ando pensando em comprar outro, por causa do tempo que já tenho e seus sinais de desgaste. Desmascarando isso: tenho um par de tênis da Adidas, cujo comprei para me sentir estiloso comigo mesmo perante a sociedade, satisfazendo minha necessidade fisiológica + estima. E o fato dele viver sujo o que para a maioria das pessoas mostra um relaxamento, mostra um pequeno sinal de que não me importo com isso.

Baseado nessa insatisfação encontramos na pirâmide de Maslow respostas, de cunho explicativo, para entendermos melhor como funcionamos, ou segundo o psicólogo como vivemos para satisfazer nossas necessidades.

 

Maslow define um conjunto de cinco necessidades descritas na pirâmide.

  • necessidades fisiológicas (básicas), tais como a fome, a sede, o sono, o sexo, a excreção, o abrigo;
  • necessidades de segurança, que vão da simples necessidade de sentir-se seguro dentro de uma casa a formas mais elaboradas de segurança como um emprego estável, um plano de saúde ou um seguro de vida;
  • Necessidades sociais ou de amor, afeto, afeição e sentimentos tais como os de pertencer a um grupo ou fazer parte de um clube;
  • Necessidades de estima, que passam por duas vertentes, o reconhecimento das nossas capacidades pessoais e o reconhecimento da outra face à nossa capacidade de adequação às funções que desempenhamos;
  • Necessidades de auto realização, em que o indivíduo procura tornar-se aquilo que ele pode ser.
(os dados acima foram retirados do Wikipédia)

 

5º ATO – DILEMA

Faz bem? Não, mas estamos vendendo. Aplique essa frase ao cigarro e bebidas alcoólicas e bom, quem assistiu a série Mad Men ou é publicitário já deve ter entendido, mas vou explanar. Diariamente criamos para influenciar as pessoas a comprar, independente de fazer bem ou não a elas, delas estarem precisando ou não do novo Smartphone com câmera angular, câmera de 15 megapixels, dual chip, tela de 6,5 polegadas e android puro. Por apenas doze parcelas de, tá parei. Não estou aqui para dizer que somos pecadores, mas, sabemos que somos, temos consciência do que fazemos e… segue o baile.

O dilema surge quando sabendo de todos os artifícios feitos para me convencer a comprar algo eu decido não ceder 100%, entende onde eu quero chegar? Eu acabo me recusando a ceder ao que faço em algumas ocasiões.

Não estou pensando em mudar de carreira, adoro o que faço e ainda vou ajudar/ bugar muito a mente de vocês.

 

 

ÚLTIMO ATO – NÃO CONCLUSIVO

Peço desculpas, por novamente fazer um artigo que fala sobre muito e não traz uma conclusão. Acredito que cada um deve ter uma conclusão diferente, ou melhor, meu desejo mais uma vez é que sinta certo incômodo e o faça levar a reflexão, mesmo que rápida a princípio. Não estou aqui hoje para entregar tudo de bandeja, afinal já se passaram três horas desde que comecei a pensar nisso e não consigo parar. Então boa sorte.

 

 

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