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Projeto Estufa debate futuro e inovação no São Paulo Fashion Week

Criado para conectar profissionais, empresários, estudiosos e público em um espaço de intercâmbio, inspiração e colaboração, o Projeto Estufa é uma iniciativa do São Paulo Fashion Week para colocar em pauta questões em torno da inovação, tecnologia e processos de futuro, com uma programação que compreende encontros e desfiles.

“Desde sua criação, há 22 anos, a São Paulo Fashion Week assume o compromisso de fomentar transformações que vão pautar o futuro. Sempre nos preocupamos em ir além das tendências, colocando em pauta assuntos como sustentabilidade, ao se tornar a primeira semana de moda Carbon Free do mundo; consumo consciente, sendo a primeira semana a abordar o tema em parceria com o Instituto Akatu; importância da diversidade étnico-racial nos desfiles; e economia criativa com a criação de incubadora de novos designers, etc.” comenta Paulo Borges, criador doSPFW. “Todo o caminho percorrido inspirou a criação do Projeto Estufa” .

Idealizado pelo IN-MOD (Instituto Nacional de Moda e Design) as primeiras ações do Projeto Estufa acontecem no São Paulo Fashion Week, com apresentação da C&A, parceria do Sebrae Nacional, e apoio da Natura e Braskem. Com uma agenda que provocará discussões em torno de mercado, design, novos materiais, processos, tecnologias e ideias, as conversas do Projeto Estufa serão abertas ao público. A programação acontece de 15 a 17 de março, na Fundação Bienal, no parque do Ibirapuera e já tem ingressos disponíveis a R$50 por dia. O propósito é impulsionar novas formas de criar, produzir e distribuir e terá sua primeira edição durante a SPFW N43.

O Sebrae também apoia o Projeto Estufa dentro do convênio Contextualizar na Moda III. O convênio acontece desde 2012 e é uma parceria entre o Sebrae e o Instituto Nacional de Moda e Design (IN-MOD) criado a partir da necessidade de inserir as micro e pequenas empresas brasileiras no mercado de alto valor agregado da moda. Para o Sebrae, parceiro do projeto, essa é uma oportunidade única de inserir micro e pequenos empreendedores no universo da inovação e economia criativa, abrindo a empresários e gestores de todo o Brasil um espaço para discutir futuro e futuro da moda.

Convidados nacionais e internacionais irão trocar experiências criativas sobre os caminhos e futuros do mercado. Estarão presentes nomes como: Jeffrey Hogue, diretor global de sustentabilidade da C&A expondo sua visão sobre estratégias holísticas de sustentabilidade. Os designers Marcelo Rosenbaum, Flávia Aranha e Alexandre Herchcovitch, contribuem com diferentes abordagens em torno da criação, de Economia Afetiva, ao desenvolvimento da cadeia produtiva e formação de fornecedores até o upcycling como alternativa para uma moda mais sustentável.

Também estarão presentes o especialista em consumo e opinião pública Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva; Lala Dehenzelin, futurista referência na discussão sobre novas economias e a consultora Olivia Merchior, da DacriDeviati, que discutirá a importância do design na relação entre tecnologia e o cotiditano. Criadores de negócios que adotam novos processos também se envolverão na discussão, entre eles Wolfgang Baacarat Menke, fundador do House of all, núcleo de negócios que se baseia em uma nova proposta de economia compartilhada: mais acesso e menos posse.

A tecnologia também permeia os bate papos com a participação de Mattew Napoli, o engenheiro aeroespacial fundador da Made in Space, empresa que desenvolveu a primeira impressora 3D capaz de funcionar em gravidade zero e que foi adotada pela NASA. Agora este avanço tecnológico tem sido incorporado pela moda, utilizando o equipamento para customização de peças produzidas em plástico verde – resina brasileira extraída da cana de açúcar – um material 100% reciclável e que não gera sobras no processo de fabricação. Neste sentido, Felipe Savone, da Adidas, Nina Braga do Instituto E, Glicínia Setenareski, Pitaco Sustentável e Juliana Pirani, eFitFashion, apresentam outras soluções já testadas pelo mercado de moda e lifestyle que estão transformando os processos de produção e distribuição.

O impacto da tecnologia em todo este cenário está em pauta nas contribuições de Caio Tulio Costa, que discute como as redes sociais e a evolução da comunicação provocam mudanças significativas em todos os processos, Roberto Martini da FlagCx, fala da tecnologia à serviço das relações e Fábio Scopeta atualiza sobre os mais recentes desenvolvimentos da Inteligência Artificial e Realidade Mista e como isto já se faz presente em nosso dia a dia.

Como a moda interpreta essas transformações

Moda é expressão, resultado de um processo híbrido criativo, cultural, social e econômico. Assim, por meio de uma curadoria conjunta com DacriDeviati, da consultora Olivia Merchior, o Projeto Estufa identificou marcas que de alguma forma em seu processo criativo e de expressão estão conectadas ao “fazer diferente” que permeia todo o pensamento do Projeto.

A cada edição o Sebrae vai indicar uma marca que se identifique  com os pilares do projeto para apresentar sua coleção na passarela do Projeto Estufa. Nesta edição, a marca selecionada foi Vale da Seda por Eneas Netto.

“O evento projeta a moda além da roupa trazendo novos olhares para toda a cadeia criativa e produtiva. É um espaço para aliar inovação, talentos, novas soluções e novas ideias”, afirma Graça Cabral, curadora do Projeto Estufa.

Nos dias 15, 16 e 17 o Projeto Estufa apresenta os desfiles das marcas Helen Rödel, Vale da Seda por Enéas Neto, CA.CE.TE Company, LLAS, Era e Beira. A beleza da passarela tem apoio da Natura.

No calendário do São Paulo Fashion Week, marcas que compartilham de conceitos e pilares do Projeto Estufa estarão identificadas com selo do projeto em seus desfiles. São Elas: A La Garçonne, Isabela Capeto, João Pimenta, LAB, Memo, Osklen, PatBo.

Para mais informações, acesse SPFW N43 e C&A apresentam: Projeto Estufa

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