Marketing Esportivo

O MARKETING ESPORTIVO NA SUPERLIGA

Nos últimos anos estamos acompanhando um grande salto do marketing esportivo no Brasil e com a proximidade do segundo jogo da final da Superliga de vôlei masculino, damos início hoje a primeira série de matérias sobre as atuações do marketing esportivo aqui no CCG.

Acompanhando pela presença de grandes eventos esportivos em terras tupiniquins como os Jogos Pan-Americanos de 2007, Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 vieram a geração de inúmeras campanhas e investimentos em massa por partes de inúmeras marcas e com ela diversas mudanças no esporte, que na verdade já vinham acontecendo aos poucos há muitos anos.

A propósito se você não sabe do resultado do jogo o Sada Cruzeiro, de Minas Gerais, venceu por 3 sets a 2 o Sesi-SP.

Print feito diretamente do site da Superliga

A SUPERLIGA CIMED.

No dia 19 de janeiro deste ano, a Confederação Brasileira de Voleibol, anuncio uma parceria com o conglomerado farmacêutico Cimed e com isso a mudança no nome do evento, que virou: Superliga Cimed, mas até aí nada de tão inovador certo? Percebemos que a empresa já estava presente no torneio com o Troféu VivaVôlei Cimed ao final de cada partida, agora temos um novo adesivo nas quadras.

Vale lembrar que o mesmo Grupo Cimed, que uma vez já desmontou o time em Florianópolis ao ver que não estava valendo o investimento necessário para se manter competitivo.

 

INVESTIMENTOS COMO BASE.

O tempo em que os clubes viviam dependentes do relacionamento com seus torcedores já era, hoje a existência dos principais times depende necessariamente do investimento das empresas, e se quiser sonhar com um título o investimento deve ser maior ainda. Ah, e torça para que seu time dê resultados, senão corre o sério risco de fechar as portas e infelizmente foi o caso do Vôlei futuro há alguns anos.

Vale ressaltar que o time fechou as portas em 2013, sendo que criado em 2006, e chegou de conquistar dois títulos paulistas, sendo um feminino em 2011 e um masculino em 2010. Na época a estrela do time masculino era o Ricardinho, aquele mesmo, ex-levantador e campeão pela seleção brasileira que hoje é treinador na Superliga B Feminina.

Outro caso ainda mais curioso aconteceu com o Cimed Esporte Clube, time da cidade de Florianópolis que depois de conquistar quatro títulos da Superliga e chegar a cinco finais, viu sua patrocinadora, sim a mesma que hoje dá nome ao torneio, encerrar a parceria devido a novas estratégias conforme nota divulgada. Detalhe, a Sky era co-patrocinadora e uma semana antes também retirou seu investimento.

Nota oficial do Grupo Cimed

“Fundado em 2005, o Cimed Esporte Clube já nasceu campeão. Conquistou ao longo de sua história cinco títulos estaduais, uma Liga nacional, quatro títulos da Superliga e um Sulamericano de clubes, além de representar o país no mundial em Doha, no Qatar.

João Adibe, presidente do Grupo Cimed, explica que a empresa é 100% brasileira, sempre valorizou e investiu no esporte nacional. O investimento no projeto de voleibol encerra-se em virtude de novas estratégias da empresa.

Durante essa parceria muitos talentos foram revelados, diversos títulos conquistados e fã clubes apaixonados por todo Brasil foram criados.  Agradecemos imensamente a todos os torcedores e atletas que sempre se dedicaram e ajudaram a construir essa história de sucesso, principalmente ao Renan Dal Zotto, que desde o início esteve a frente do time Cimed e levará adiante esse projeto”.

 

O OUTRO LADO, A EXPERIÊNCIA DE MARCA.

Ginásios lotados, transmissões para TV Fechada e transmissões em TV Aberta, jogos da seleção com a torcida toda uniformizada de amarelo.  As experiências que as marcas têm provocado nos jogos com sorteios, shows durante o intervalo, ativação de camisas para a torcida, são fatores que aos poucos estão sendo introduzidos no futebol, falando disso o vôlei é o segundo esporte em evidência na mídia, perdendo apenas para o futebol.

Devemos valorizar o retorno e não saída de jogadores para o exterior, antigamente o sonho dos jogadores era jogar na Itália, mas atualmente graças aos patrocinadores eles conseguem manter e trazer de volta grandes nomes do esporte brasileiro.

 

O MODELO – A SELEÇÃO BRASILEIRA.

Repare nos jogos da Seleção Brasileira de Voleibol Feminina e Masculina, o que vemos nas torcidas são uma verdadeira simbiose entre o Banco do Brasil e o vôlei, que transforma as arquibancadas em um verdadeiro mar amarelo.

O Banco do Brasil continua sendo um dos grandes exemplos de marcas que se unem as atividades esportivas e acabam com um saldo positivo. Usando o marketing esportivo como ferramenta para se manterem modernos, jovens e conquistarem novos clientes. Visto que a base de público do banco era entre 50 e 65 anos.

 

VOCÊ JÁ IMAGINOU O PALMEIRAS MUDAR SEU NOME PARA ADIDAS PALMEIRAS? OU ATÉ NIKE SPORT CLUB CORINTHIANS? NO VÔLEI ISSO JÁ ACONTECE.

Experimente os times da Superliga, feminina e masculina respectivamente e repare bem nos nomes dos times, e verá uma grande multidão de marcas dominando.

 

 

MARKETING ESPORTIVO PRIMEIRO, ESPORTE DEPOIS.

Um saque no vôlei nunca se pareceu tanto com um bancário, o trocadilho é infame, mas infelizmente a realidade de ver clubes fechando e abrindo portas, mostra como o capitalismo está mudando os rumos do esporte. Isso é bom? É ruim? Já teve empresa inclusive que cortou o patrocínio do time por “boicote” de emissora, plim, plim que se recusava a pronunciar o nome da empresa antes do time.

O esporte nunca esteve tão rico, mas o problema é que essa dependência faz termos apenas quatro times usufruindo do topo, enquanto uma nova marca não surge para quebrar essa hegemonia montando um time de superestrelas. Vamos discutir mais, sobre as oportunidades e problemas que isso nos traz.

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