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AICAN – O Primeiro artista feito por Inteligência Artificial

O processo criativo de uma arte envolve todas as experiências que o artista possui, seus conhecimentos, lembranças, disposição para inventar e uma série de itens que daria com certeza um artigo apenas para falar disso, mas imagine tudo isso em uma inteligência artificial?

Com o crescimento exponencial da tecnologia, estamos ressignificando o mundo, tornando-o uma verdadeira extensão de nossas mentes. Os robôs estão ganhando um novo significado, as “máquinas” estão ganhando poderes que há vinte anos atrás eram vistos apenas em livros de ficção cientifica, e esses poderes serão cada vez maiores, mas isso não é para nos assustarmos.

Estamos produzindo novas ferramentas, novas formas de interagir, novas formas de nos comunicarmos e até de criarmos. Primeiro veio um robô especialista em caligrafia, logo uma startup chamada MIST já nos apresentou um robô pintor de paredes, chamado Maverick, de repente surge o e-David, que foi o primeiro robô pintor com a capacidade de adaptar sua técnica de acordo com o que ele vê, ou seja “um robô que vê e consegue dar acabamento à sua obra de arte”.

Robô especialista em caligrafia.

Você consegue ver esse crescimento exponencial? É isso que a tecnologia moderna nos proporciona. Esses avanços que nos proporcionam saltos cada vez maiores.

O Laboratório de Arte e Inteligência Artificial da Rutgers criou o AICAN, um programa que pode ser considerado de fato um artista autônomo, que aprendeu diversos estilos e estéticas diferentes e assim como você, com base no conhecimento adquirido, pode criar suas próprias imagens.

O interessante é que o projeto levou em conta a teoria do psicólogo Colin Martindale, que levantou a hipótese sobre muitos artistas procurarem rejeitar formas, assuntos e estilos existentes com os quais estamos acostumados para, a partir disso, criar suas obras, ou seja: inovar. E isso acontece de forma intuitiva pelos artistas, que, na incessante busca pelo novo, nos enchem os olhos com suas obras.

Como funciona o AICAN?

Lidando com duas forças opostas, ele busca aprender as estéticas do arsenal de obras que possui e, por outro lado, criar algo parecido acaba sendo “penalizado”, fazendo que, ao mesmo tempo, ele adquira o princípio de menor esforço para não criar algo 100% novo, pois isso poderia afastar os espectadores.

O arsenal que foi estudado pelo AICAN contempla 80.000 imagens, que representam o cânone da arte ocidental nos últimos 500 anos.

Com apenas um clique o robô cria uma imagem e, assim como ele aprendeu as diversas técnicas, ele também possui a habilidade de nomear seus próprios trabalhos.

O nascimento de Vênus, criada pelo AICAN.

 

St. George Killing the Dragon, vendida por 16 mil euros em um leilão em Nova York.

Mas, será que os robôs conseguem substituir toda as características de um artista? Claro que não, tente ver o AICAN como uma ferramenta futura a nossa disposição.

Um artista praticamente exorciza suas memórias, suas dores, um punhado de sentimentos e o recria em uma arte, dentre outros motivos, por isso que as obras de Van Gogh são tão valiosas.

Parafraseando um dos meus artigos, “A arte nos faz transcender, assim como o amor, buscamos inconscientemente a eternidade, e por não vivê-la deixamos em músicas, poemas, pinturas e invenções uma parte de nós. Eu estive ali, eu vivi o suficiente, e hoje você lembra de parte do que foi minha existência.”

 

Leitura complementar:

Artigo citado no texto,

Teoria citada de Martindale.

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