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A saga do menino Natan

Luzes apagadas. O café é preparado na copa. No vazio da agência, ideias borbulham na mente do guerreiro. O semblante é sério, um tanto quanto concentrado. Menino Natan costuma chegar cedo. Ainda no ensino médio, o rapaz começou a pesquisar sobre publicidade e a conversar com amigos que já faziam o curso. Em 2013, o então diretor de criação da Staff  Brasil, Paulo Castro, palestrou na Universidade Estácio de Sá campus Niterói, onde Natan estudava.  “Era semana da comunicação, organizada pela Agência Sapiens. Ao fim da palestra, o Paulo chamou três pessoas à frente. Elas deveriam contar uma história e a que melhor contasse e que as pessoas gostassem mais ele daria duas semanas na criação da Staff Brasil para ver como era o processo criativo dento de uma agência.” lembrou.

A aventura começou. Natan apresentou seu repertório, mesmo sem saber ao certo o que estava fazendo, a timidez tomava conta e ele não via ninguém, apenas o que mais importava: seu sonho de ser um baita publicitário da p*, bicho (e os quinze dias). Entretanto, a vitória não chegou de imediato, pois o garoto não venceu o desafio, ficando em segundo lugar. A sorte virou em dias: o primeiro colocado não apareceu para tomar posse do prêmio. Parecia que a vaga estava esperando pelo menino de Maricá. Após falar com Paulo, o nosso menino de ouro embarcou nessa intensa e gratificante jornada na criação e, ao fim dos quinze dias, o supervisor de criação Rodrigo de Lamare – vulgo Joe – comunicou ao rapaz que a vaga de estagiário era dele. Então passou para Assistente, ainda na Staff, e depois foi contratado pela Agência3.

Ele não se satisfez apenas com a graduação em comunicação com habilitação em publicidade: fez um curso de cerca de um ano voltado para criação, na ESPM – Escola de Propaganda e Marketing, como bolsista. Ao lembrar os trabalhos dos quais mais gostou de fazer, ele destaca um orgulho: um anúncio criado com o diretor de arte Felipe Paganoti e o redator Pedro Queiroz e que teve veiculação no jornal Meia Hora e no O Dia. Já quando se trata das mazelas e dos triunfos da função, menino Natan declara que criar é a melhor parte, e prefere nem falar dos pontos chatos.

O jovem relata que, se não fosse publicitário, teria um bistrô com dois pratos apenas, cafés e alguns aperitivos simples. O sonho de fazer arte em outro país não é imediato, mas a vontade de conhecer novas culturas e pessoas permeia no coração do menino de ouro. Quando não está trabalhando, Natanael gosta de cozinhar, mesmo se estiver muito cansado: “Improviso com o que tiver. Imagine só (risos)”.

Natanael conta que ouviu comentários desanimadores ao longo da jornada. “Eu sempre quis ver se era verdade mesmo o que as pessoas falavam, procurei tirar as minhas conclusões”. O diretor de arte Júnior aconselha os estudantes de comunicação a investir na persistência. Para ele, sempre dá para fazer melhor e o ideal é montar um portfólio – mesmo estando na faculdade – para procurar estágio.

Com o apoio da esposa, Ruth Rodrigues, o jovem acumula fãs entre os colegas de trabalho. Um exemplo é o então VP de criação do Grupo 3+ – fusão da Staff Brasil e Agência3- , Paulo Castro. Para o veterano, um bom criativo é um bom contador de histórias e, com força de vontade e simpatia, o menino Natan está tecendo uma das melhores.

Segundo o criativo, a mistura de atitude e humildade acabou fazendo com que Natan ficasse, virasse estagiário, assistente e alcançasse a vaga de diretor de arte jr. Paulo revela que o D.A. é sempre um dos primeiros a chegar e está sempre com boa vontade para fazer o dele e o que puder para ajudar aos outros. O VP detalha que Natanael é batalhador, prestativo, bem humorado e desenvolve o talento mais e mais a cada dia. “É querido por mim e por todos. E isso não é história (risos). É a bonita verdade de quem fez acontecer.” Finaliza.

O diretor de criação Fábio Onofre faz uma análise mais profunda sobre o rapaz. Segundo o diretor, o menino Natan tem talento, mas também tem muito a aprender. Fábio diz que é bom contar com um profissional assim na equipe: sempre buscando referências e aberto a coisas novas e aprendizado. “Esse é o segredo e ele tem quase que naturalmente.” Classifica.

Para ele, além do talento nato, o garoto possui habilidades próprias que são primordiais para o sucesso. Onofre – como é conhecido – enfatiza que, unindo a disposição para trabalhar e ajudar os outros quando é preciso com talento e a incessante busca por mais, Natanael vai longe. “E torço por isso de coração.” Conclui.

Já para o supervisor de criação Daniel Bonela, o comprometimento do menino Natan em desenvolver trabalhos além da pauta exercita ainda mais o lado criativo. Bonela relata que com o jovem não há tempo ruim: mesmo abarrotado de trabalho, a energia positiva impera.

O supervisor de criação Rodrigo de Lamare, vulgo Joe, destaca o caráter incontestável do menino. Joe declara que Natan possui conhecimento técnico e o conhece bem: “Começou como meu assistente, a gente trabalha em uma harmonia muito grande. Ele é o cara!” ressalta.

O redator Saul Gervasio define Natanael como um pilar importante na criação, pois além de fazer os próprios jobs, auxilia os colegas quando a pauta aperta. Para Saul, trabalhar com o menino Natan é estimulante e animador, porque está sempre mostrando ideias e alegra todos ao redor. “É alguém com quem sempre vale a pena parar um pouco para rir. É bom estar ao lado de pessoas boas.” Finaliza.

A redatora e dupla de Natanael, Karina Schubert, revela com bom humor que foi como amor a primeira vista e os dois tiveram uma grande sintonia desde o início. Para ela, a parceria é um presente, pois o colega tem uma fome em criar e pensar sempre mais. Karina pondera que o encontro profissional aconteceu na hora certa. “É muito dedicado e a direção de arte exige isso, é quase uma busca pela perfeição. Sempre cuidadoso com o trabalho dele, e cada job, por menor que seja, é como se fosse o último.” Concluiu.

Natanael e Karina em um Brainstorming

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